quarta-feira, 15 de junho de 2011
Sou Minha
Como um sabor de delírio que fulmina com gosto de mel. Onde a incúria dispensa compaixão, penetra tão fundo, machuca. Arde na boca e amarga o final. Final sem começo. Início sem rumo. Como um ar rarefeito que penetra o vácuo, afoga o silêncio, refaz o errado, encobre o pecado, apaga o passado. Êxtase incondicional, extremo, explícito. Harmonia e loucura que se confudem, se completam. Mórbido e estimulante, que contradiz, mas que condiz. Exageradamente inofensiva, insípida , irreversível. É lírio, é lís, é jasmim com espinhos. O rascunho do molde sem conserto, emendas sem costura. É a imaginação indecente, instigante, reprimida. É aqui, hora é lá. Irritantemente inconstante. Ilusão inocente, frenética e abstênica. Discreta e vulnerável. Fria. É brasa, é fogo. Calor. Sem reflexo, sem sombra, sem outra semelhante. Sou eu, sou só, sou minha.
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