Diz-me o que tenho para te dar,
O que de mim te pertence,
O afago, a respiração, o olhar cansado,
O gesto talvez sem sentido.
O que de mim te pertence,
O afago, a respiração, o olhar cansado,
O gesto talvez sem sentido.
Diz-me o que tenho de ti,
Que não necessite para viver,
Essência da água do teu olhar,
Ou ar em que me dissolvo para te cantar.
Que não necessite para viver,
Essência da água do teu olhar,
Ou ar em que me dissolvo para te cantar.
Espaços ou tempos vividos,
Sonhos esbatidos, cinzentos ou azuis,
Já para lá das palavras, diluídos.
Sonhos esbatidos, cinzentos ou azuis,
Já para lá das palavras, diluídos.
Diz-me o sonho em que me sonhas,
O olhar em que me deitas,
Os braços que me estendes,
Para ainda ter palavras para cantar.
O olhar em que me deitas,
Os braços que me estendes,
Para ainda ter palavras para cantar.
(Yasmim Menezes - 24/06/2010)